terça-feira, 4 de abril de 2017

Por montes e vales de Arouca - GR28 - 5 a 7 de maio de 2017

Nos dias 5, 6 e 7 de maio vamos percorrer a Grande Rota do Arouca Geopark. Em 3 dias cruzaremos o vale de Arouca, as serras da Freita e Arada e os vales dos rios Paivô e Paiva. Ao longo de cerca de 90 quilómetros, que ligam um grande número de geossítios, as extraordinárias paisagens, as aldeias de montanha, os cursos de água, tudo surgirá de forma surpreendente.
Clicar para aceder a video de apresentação do Arouca Geopark
O percurso será realizado através das seguintes etapas: Etapa 1 (5 de maio, sexta-feira): Candal - Alvarenga (31,8 km); Etapa 2 (6 de maio, sábado): Alvarenga - Santa Maria do Monte (27,5 km); e Etapa 3 (7 de maio, domingo): Santa Maria do Monte - Candal (23,9 km).


O percurso apresenta um grau de dificuldade médio, sendo recomendável que levem comida, água, impermeável, luvas, gorro, lanterna (de preferência frontal) e calçado confortável.

Conforme habitual, agradecemos confirmação da participação p/ evasaoverde@gmail.com, p/ que possam receber mais detalhes sobre o percurso, assim como informação sobre o alojamento em Alvarenga (sexta p/ sábado) e em Santa Maria do Monte (sábado p/ domingo).

Rota de Conímbriga | Fotos

Desta vez fomos visitar um antigo povoado, desde tempos pré-históricos, o sítio de Conímbriga, ocupado pelas tropas romanas em 139 a. C., tornando-se então uma prospera cidade da Lusitânia.

Percorremos a Casa dos Repuxos e o belo jardim central, que preserva a estrutura hidráulica original com mais de quinhentos repuxos, rodeado por um magnífico conjunto de mosaicos figurativos com cenas de caça, passagens mitológicas, as estações do ano, monstros, aves e animais marinhos. Subimos as bancadas e os túneis do anfiteatro, percorremos as três termas espalhadas pela urbe, e ao pisar os mosaicos do fórum imaginámo-nos no centro político desta florescente cidade de outros tempos.

Clicar para aceder às fotos.

Após uma visita ao centro urbano de Conímbriga, seguimos pelos montes que rodeiam a antiga cidade romana, efectuando o PR1 de Condeixa, a Rota de Conímbriga. Com início em Conímbriga, o percurso dirige-se para o Vale do Rio dos Mouros, atravessando a ponte e dirigindo-se através de um caminho de terra batida que acompanha o canhão do Rio dos Mouros para a Aldeia do Poço das Casas. Ao chegar a aldeia, o percurso toma o caminho de regresso a Conímbriga. Aqui optamos por efectuar o regresso, através de uma variante do percurso que entra na Mata da Alfarda através de um monte próximo do lugar do Poço, subindo através de um caminho íngreme até ao cume, que nos presenteou com amplas vistas para Condeixa, seguindo posteriormente de regresso a Conímbriga. A partir daqui, tomamos a direcção de Alcabideque, uma das exsurgências permanentes mais importantes de todo o Maciço Calcário de Sicó. Da nascente o percurso continua entre o casario e uma vasta área de campos agrícolas até chegar a Condeixa-a-Nova, seguindo para Condeixa-a-Velha, regressando novamente a Conímbriga. 

No final de um dia bem passado, deixamos Conímbriga ao entardecer. As pedras sabiamente trabalhadas, que contam a história de um mundo antigo que persiste, ficam agora sobre o vento quente e perfumado de uma primavera que lembra outras primaveras da história do mundo, aguardando visita de todos aqueles que desejam mergulhar no tempo, até um passado que aqui parece tão próximo, e ao mesmo tempo tão distante.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Rota de Conímbriga 01/04/2017

No dia 1 de abril partiremos rumo às ruínas de Conímbriga, outrora a próspera cidade da província da Lusitânia, para efetuar um percurso pedestre nas imediações daquela que foi a maior cidade romana de Portugal fundada 138 anos antes de Cristo.

A atividade terá início às 10:00 com uma visita de aproximadamente 1 hora ao Museu Monográfico de Conímbriga, assim como às ruínas da antiga cidade. Nas ruínas poderemos observar uma série de casas, jardins e mosaicos policromos, para além da grande muralha, os restos do seu Fórum, e aquilo que ficou das suas termas.


Após a visita, por volta das 11:30 iniciaremos o Percurso Pedestre PR1 CND Rota de Conímbriga, que começa no Complexo das Ruínas de Conímbriga e apresenta cerca de 16 km de extensão, que se divide em duas secções distintas. Começaremos por efetuar os 8 km circulares que constituem a primeira parte da caminhada, virada a sudeste, percorrendo o vale do Rio de Mouros, a aldeia de Poço das Casas e a Mata da Alfarda, importante habitat de numerosas espécies mediterrânicas, terminando novamente nas Ruínas.

Quem desejar, poderá optar por efetuar também a segunda parte do percurso, que se estende por mais 8 km circulares a nordeste de Conímbriga, dirigindo-se de encontro ao Castellum de Alcabideque e outros vestígios do Aqueduto Romano de Conímbriga, continuando depois pelos campos de cultivo até Condeixa-a-Nova e passando por Condeixa-a-Velha para logo a seguir reencontrar as Ruínas de Conímbriga. Aqueles que preferirem não efetuar a segunda parte do percurso, poderão efetuar uma visita mais demorada ao Complexo das Ruínas de Conímbriga.



O ponto de encontro será na entrada do Museu Monográfico de Conímbriga às 10:00 da manhã de sábado, dia 1 de abril de 2017, nas seguintes coordenadas: 40° 5'55.33"N e 8°29'24.87"W. O percurso apresenta um grau de dificuldade baixo, sendo no entanto recomendável que levem comida, água, impermeável, chapéu, protetor solar e calçado confortável. O bilhete de acesso ao Complexo das Ruínas de Conímbriga têm um custo de 4,5 €, sendo a restante organização da actividade gratuita, conforme habitual. 

Caso estejam interessados em participar enviem um e-mail de confirmação para evasãoverde@gmail.com.

sábado, 22 de agosto de 2015

Crónicas de Sol e Gelo: de Granada ao Mulhacén

Desta vez viajamos até à Andaluzia, região de Espanha que oferece dramáticos cenários de mar e montanha, templos e palácios, com Granada e o Alhambra situados aos pés da Serra Nevada, suspensos entre guitarradas de um saudoso lamento de flamenco que evoca crónicas de sol e gelo, no último reduto Muçulmano da Ibéria.

Na extensa e fértil planície do rio Genil encontramos os 3.481 metros do monte Mulhacén, o pico mais alto da Península, que deve o seu nome a Mulei Abul Hassan, conhecido pelos Castelhanos como Mulhacén, o antepenúltimo rei mouro de Granada que, de acordo com a lenda, está sepultado no topo, «entre a neve eterna onde reina o silêncio».


No dia 11 de Agosto de 2015 partimos caminhando de Hoya del Portillo, subimos até ao Refugio Poqueira, excelente ponto de ataque aos vários cumes da Serra Nevada. No dia seguinte, iniciamos a subida ao Mulhacén pela face Ocidental, subindo em direção a Norte pelo rio Mulhacén, passando a Laguna del Majano e a Laguna de la Caldereta. Chegados próximos da aresta, iniciamos a abordagem ao cume em direção a Este, até ao vértice topográfico da Península Ibérica, que, em dias de maior luminosidade, permite avistar o Mediterrâneo e o recorte da costa Africana.


Efetuamos a descida pela face Sul, utilizando os percursos documentados no site do Refúgio Poqueira, que ofereceu-nos abrigo, informação, boa gastronomia, sendo, de acordo com os montanhistas que encontramos, um dos melhores e mais hospitaleiros da alta montanha em Espanha.